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sábado, 23 de janeiro de 2010

Médicos denunciam descaso com a saúde em Araguari

Pelo tom dos manifestos elaborados por médicos e anestesiologistas, publicados hoje, 23/01, no Gazeta do Triângulo, a próxima semana promete capítulos difíceis para o prefeito Marcos Coelho na área da saúde. Os manifestos, em meia página cada, deixam evidente a situação sombria que assola a nossa saúde, onde os médicos denunciam descaso existente no setor.

O manifesto é assinado por 37 médicos que prestam serviço na Santa Casa de Araguari. Eles denunciam o descaso do prefeito e do Secretário de Saúde para com a instituição, onde não existem investimentos neste que é o principal hospital que faz atendimentos pelo SUS em Araguari. Atraso de pagamentos, falta de compromissos, falta de planejamento, falta de investimento na UTI adulto que já está instalada e pronta para funcionar.

Os médicos alertam que corre-se se o risco de um colapso total no setor, envolvendo as unidades de saúde dos bairros e Pronto Socorro.

Na mesma edição outro manifesto dos anestesiologistas denunciam uma série de problemas envolvendo a relação difícil com o poder executivo, falta de compromissos e uma situação extrema que já saiu do controle municipal, envolvendo até mesmo o Conselho Regional de Medicina e o Ministério Público. A paralisação dos serviços já deveria ter ocorrido e só foi protelada até 31/01 atendendo pedido da promotoria.

Pelo andar da carruagem, a próxima semana será de preocupação para a comunidade araguarina e de pressão junto ao poder público municipal. O Secretário de Saúde, Dílson Martins, indicado para o cargo pela classe médica, parece que não consegue dar seqüência ao trabalho e agora encontra-se no fio da navalha, a julgar pelo último parágrafo do manifesto dos médicos:

“Diante de fatos tão graves e de responsabilidade direta do senhor Prefeito Marcos Coelho, do sr. Vice-Prefeito Juberson de Melo (Jubão) e do Secretário de Saúde, Dr. Dílson Martins de Deus, retiramos todo e qualquer apoio aos seus nomes”.

As palavras acima ditam o momento nada favorável para o município e principalmente para o povo que necessita de atendimento médico. Esta não é primeira crise entre os médicos e o poder público municipal, mas pelo tom parece prenunciar dificuldades em virtude da adesão dos anestesiologistas. A situação da saúde vem capengando há muito tempo, no próprio Pronto Socorro Municipal, onde médicos saem de férias e não se contratan substitutos. Recentemente o próprio Secretário de Saúde teve que ir para PS botar a mão na massa, realizando atendimento.